Festa da Firma

Atelie SAO

12 artistas do SÃO Ateliê entram em campo nesta festiva mostra. A exposição traz trabalhos recentes realizados no ateliê multidisciplinar, em pintura, desenho, escultura, instalação, performance e vídeo. São trabalhos que não necessariamente dialogam entre si, mas têm em comum um forte frescor do convívio espontâneo, que propicia um ambiente de troca afetiva e poética, e o cultivo das diferenças e afinidades. Plasticamente, essa complexidade se manifesta tanto na procura por sutilezas liquefeitas como em traços firmes de generosas camadas de tinta, no cultivo de naturezas performáticas ou ainda em trabalhos que remetem a um cotidiano desmistificado, em construção contínua e clima de pesquisa e fazer. O caráter festivo da mostra que coloca todos no mesmo plano, no mesmo campo, representa um fechamento de ciclo e abre caminhos para uma nova produção que se dá a partir da apresentação dessas obras finalizados e devidamente instaladas numa sala expositiva, pela primeira vez preparada com ares de museologia, para num ambiente de ateliê, convidar a trocas e intercâmbios dos artistas da casa com o público em geral. Mais do que exibir um conjunto coeso de produção, essa mostra pretende trazer à tona a variedade das realizações plásticas, que em convívo ganham potência e contraste, de um grupo de artistas aproximadamente da mesma faixa etária, com diferentes tempos de atuação, com produções em distintos graus de maturidade, mas que apresentam um chão comum e uma enorme abertura para buscar caminhos de fruição. O percurso expositivo salienta o magnetismo desse campo de forças, que inicia – e termina – com duas pinturas simbólicas, quase literais: um campo liquefeito de cores intensas e realizado com uma linha com ares de infantil, com muitas cama das, reais e simbólicas. Nesta mostra, esse campo simbólico se manifesta plasticamente e de maneira conjunta, com forças individuais que somadas ganham corpo. Os trabalhos apresentados se conectam sutilmente, seja por uma linha quase invisível que une traços, cores ou formas, ou ainda, que embaralha escul toricamente tramas que se unem e se renovam, ora com ares de seriedade de pesquisa pictórica, ora com cabelos ao vento que encobrem uma pintura dessacralizada e bem-humorada. Isso sem falar em paisagens densas de cores vibrantes únicas e pulsantes. Ou ainda em problemas de grandeza: trabalhos de formato diminutos que fazem concentrar o foco, ou mesmo explosões cromáticas de respeito, em ambiciosa resolução de problema, sempre bem posicionados. Nesse campo geral, tem lugar o questionamento e o amparo, guiados todos por manifesto cultivo de troca e de fes